Por que confiar em nós?
A DeFluence/ tem implementado estratégias de marketing para clientes desde 2020. Nossos artigos podem incluir links para serviços; através deles, você pode nos contatar. Saiba como escrevemos os artigos.
Branding

A sutil arte de contar histórias: Storytelling vs. Storydoing

Desvende a arte por trás de Storytelling e Storydoing: a verdade vende mais que ficção?
Anderson José Eccel

6 de novembro de 2023

DALL·E 2023-10-16 09.03.48 - Foto premium em High Definition de uma tela dividida. À esquerda, um contador de histórias tradicional de descendência caucasiana masculina sentado e
4 min de leitura
Neste artigo, vamos abordar:

Neste mundo onde a comunicação se tornou peça-chave para o sucesso de negócios e ideias, é imprescindível conhecer as ferramentas disponíveis. Storytelling e storydoing surgem como duas abordagens poderosas, mas você sabe diferenciá-las?

O que é storytelling?

Quando era criança, você já deve ter pedido a um adulto: “Conta uma história?”. O ato de contar histórias está intrínseco na cultura humana — desde as pinturas rupestres até as sofisticadas campanhas publicitárias de hoje. O storytelling é exatamente isso: o ato de contar uma história. No entanto, no contexto corporativo, ele vai além. Trata-se da capacidade de transmitir uma mensagem, ideia ou valor de uma marca de forma envolvente através de uma narrativa.

Por exemplo, pense em uma grande marca de refrigerantes que nos conta histórias de amizade, momentos especiais e reuniões familiares — tudo com uma lata da bebida em mãos. Não é apenas sobre o refrigerante, mas sobre os momentos que ele pode proporcionar.

E o storydoing? Será uma nova moda?

Não exatamente. Storydoing é menos sobre falar e mais sobre agir. Se o storytelling é contar uma história, o storydoing é viver essa história. Trata-se de incorporar a narrativa da marca em suas ações e comportamentos reais. Não é apenas dizer que sua empresa se importa com o meio ambiente, mas demonstrar isso através de práticas sustentáveis, por exemplo.

Imagine uma marca de tênis que afirma apoiar atletas amadores. Em vez de apenas contar essa história em comerciais, ela organiza eventos esportivos locais, patrocina atletas em início de carreira e cria programas de treinamento. Isso é storydoing.

Não é como comparar o mesmo?

Bem, sim e não. Ambos têm o objetivo de comunicar, mas o fazem de maneiras distintas.

  • Storytelling: É sobre contar. É mais passivo. Pode ser associado a anúncios, postagens de blog e apresentações.
  • Storydoing: É sobre agir. É mais ativo. Está ligado às ações reais da empresa e como elas refletem sua mensagem.

Em resumo, enquanto o storytelling “fala”, o storydoing “faz”. Poderíamos dizer que o storytelling é aquele amigo que sempre fala de suas aventuras (algumas talvez um pouco exageradas para impressionar), enquanto o storydoing é o amigo que te leva junto para viver a aventura.

Solicite um contato de nosso especialista e conheça as melhores soluções do mercado para crescer sua empresa.
Ao fornecer meus dados, concordo em receber comunicações e declaro estar de acordo com a política de privacidade.

Por que isso importa?

Num mundo saturado de informações, as pessoas estão se tornando mais céticas. Elas não querem apenas ouvir histórias bonitas; querem ver ações concretas. O storydoing permite que as empresas mostrem seu valor de maneira tangível. Mas, cuidado: não basta apenas agir. Essas ações devem estar alinhadas com a mensagem da marca, ou o risco é parecer inautêntico.

Storytelling x storydoing na construção da marca

A autenticidade tornou-se uma moeda valiosa no mundo moderno. Em uma era de fácil acesso à informação, as marcas enfrentam um escrutínio intenso sobre suas narrativas. Mas como o storytelling e o storydoing influenciam a autenticidade de uma marca? E qual o impacto disso na percepção do público?

Quando o storytelling não condiz com a realidade

Marcas, em sua essência, são entidades construídas. Elas são moldadas, polidas e apresentadas ao mundo de forma a atrair e cativar. No entanto, com o advento da era digital, a informação está literalmente na ponta dos dedos. O que acontece quando um consumidor curioso descobre que a narrativa inspiradora daquela marca de café, sobre ser uma empresa familiar que existe há séculos, na verdade, foi inventada há apenas uma década por um grupo de publicitários?

Esse tipo de estratégia, embora criativa, pode ser arriscada. A decepção do consumidor ao descobrir que uma história não é factual pode manchar a reputação da marca. Não porque a marca é intrinsecamente desonesta, mas porque essa desconexão cria uma ruptura na confiança.

A autenticidade do storydoing

O storydoing, por outro lado, prioriza a verdade. Claro, ele ainda pode ser apresentado de forma atraente, enfatizando os melhores aspectos da história. Mas seu núcleo é factual.

Imagine uma marca de sapatos que começou em um pequeno porão. Eles não precisam inventar uma narrativa sobre uma longa linhagem de artesãos de calçados. Em vez disso, eles podem focar na jornada real, nos desafios enfrentados, na paixão que os impulsionou. E, talvez, no momento iluminado quando tiveram a ideia revolucionária que os diferenciou no mercado.

O que faz o storydoing ser poderoso é sua genuinidade. A história é real, palpável e, o mais importante, verificável. Em uma era onde os consumidores valorizam a transparência, isso é inestimável.

Orientação para publicitários: A verdade como seu maior ativo

Para profissionais de marketing e publicidade, a mensagem é clara. Não subestime seu público. Eles são perspicazes, informados e, acima de tudo, buscam autenticidade. Usar o storydoing não significa sacrificar a criatividade. Significa construir uma narrativa em torno de fatos, em vez de ficção.

Conte histórias reais, mas conte-as bem. Resalte as lutas, celebre os triunfos e, acima de tudo, seja genuíno. Porque, no final das contas, uma história verdadeira contada de forma envolvente é muito mais impactante do que qualquer ficção.

Olhando para o futuro, como será a evolução dessas abordagens? Poderíamos especular que, com o avanço da tecnologia e a crescente demanda por autenticidade, as empresas que realmente abraçarem o storydoing terão uma vantagem competitiva. Aquelas que simplesmente “falam a fala” sem “andar a caminhada” podem descobrir que seus públicos estão se tornando menos receptivos.

Seja contando uma história emocionante ou vivendo-a em ações concretas, o objetivo é conectar-se com o público. O storytelling e o storydoing são ferramentas poderosas, mas, como com qualquer ferramenta, a chave é saber quando e como usá-las. E você, já pensou em como sua marca ou ideia pode se beneficiar de uma boa história? E mais, já considerou como transformar essa história em ação?

Enviar artigo
Quer alavancar seu negócio e elevar os resultados?
Nossos especialistas em marketing digital estão aqui para criar estratégias personalizadas e eficazes para empresas como a sua, atraindo mais clientes todos os dias.

Leia mais

Receba as últimas novidades

Se atualize com nossos conteúdos sobre marketing digital.